Gerenciamento de riscos – Princípios e diretrizes da ISO 31000

É importante iniciarmos esse assunto, cientes de que independentemente do tamanho da empresa que gerencio, ela está sujeita à riscos.

Tais riscos podem ser de várias espécies, internos ou externos, naturais (catástrofes), financeiros, passivos trabalhistas e muitos outros que possamos imaginar.

Desta forma, investir em uma gestão de riscos para ter controle sobre os eventos danosos que podem ocorrer, é uma forma cautelosa de proteger seu negócio, e evitar o encerramento das atividades.

Através da análise completa tanto do ambiente interno quanto externo da empresa, é possível verificar os riscos a que seu negócio está inerente, e assim, aplicar a gestão de riscos e instaurar um controle dos mesmos.

Se adaptar a gestão de riscos permite que a organização se adiante para o inesperado, minimizando ou eliminando os possíveis acontecimentos adversos e custos extras antes que eles aconteçam.

Ou seja, uma vez que os riscos são manifestos, é provável a preparação de planos de ação que farão com que o gestor não seja pego de surpresa e consiga contornar as consequências contrárias, resguardando o futuro da organização.

Grandiosa a seriedade do assunto, existe uma norma ISO somente para abordar o gerenciamento de riscos, que é a chamada ISO 31000, que contou com a sua nova versão em 2018.

O que é a norma ISO 31000?

A norma ISO 31000 foca a gestão de risco. Não são normas que visam à certificação (como a ISO de qualidade por exemplo), e podem ser implementadas por qualquer empreendimento, independente de sua extensão, dimensão ou campo de atuação.

Divulgada pela ISO em 2009, a ISO 31000 é uma norma diretiva, que apresenta informações e sugestões para guiar aqueles que querem implementá-la, e buscam oferecer informações basilares para todos os tipos de gestão de risco.

Essa norma objetiva fazer com que a empresa tenha noções de gestão de risco. Assim, além de prevenir prováveis crises, a empresa deve ter competência e confiança para que, caso sobrevenha alguma ocasião de crise, ela possa sair com o mínimo de estrago possível.

Como não é uma norma que possui certificação, a série ISO 31000 busca fazer com que cada empreendimento crie a sua competente gestão de risco de acordo com suas condições e peculiaridades, e a faça funcionar de forma eficiente.

Podemos dizer que a ISO 31000 funciona como uma norma mais genérica, e abarca todos os tipos de risco: financeiros, econômicos, anormalidades locais e crises mundiais. Essa norma também apresenta diretrizes para que a empresa consiga se comportar e tentar antecipar o maior grau de riscos imagináveis.

Como ter um gerenciamento de riscos eficaz?

Podemos dizer que não é preciso elaborar uma metodologia complicada com planos de ação caros e lentos, ainda que cada organização sinta a necessidade de um processo mais ou menos estruturado de acordo com o seu interesse e níveis de riscos.

Em síntese, determinadas questões podem ser debatidas para que se tenha um bom plano de gestão de riscos.

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Restando claro que, caso a empresa sinta a necessidade, pode elaborar um plano mais complexo, no entanto, fique atento, pois a ideia é que funcione e traga resultados positivos.

– Perguntas a serem respondidas e analisadas:

  • Existe algo que possa dar errado? – Nessa etapa precisamos identificar os riscos das atividades, processos ou negócio, considerando todas variáveis: infraestrutura, recursos, mercado, governo, concorrência, entre outros.
  • As operações serão afetadas? – Avalie o risco quanto à sua perspectiva de ocorrência e quanto à severidade dos seus impactos. É a partir dessa avaliação que se faz a priorização de riscos.
  • O que deve ser feito? – De acordo com a priorização da fase antecedente, deve-se decidir por aceitar o risco ou esquematizar ações para abordá-lo. Deve-se, portanto, considerar como o risco pode ser evitado ou reduzido para que sejam registrados planos de ações.

Com eficácia as etapas acima descritas podem gerar um bom plano de gestão de riscos, a metodologia de identificação, análise e gerenciamento de riscos deve estar bem difundida em todos os níveis da organização.

O procedimento deve ser formado e conservado como informação documentada e os cooperadores habilitados continuamente de acordo com seus níveis de responsabilidade e autoridade.

É bom que a organização sustente comunicação ativa dentro do processo de gestão de riscos. As partes presentes devem ser consultadas e estar informadas da base sobre a qual as decisões são assumidas.

A empresa deve monitorar consecutivamente seus riscos, pois poucos ficam estáticos. Os fatores que comprometem a probabilidade e as consequências de um risco podem mudar, assim como as variáveis que afetam a adequação ou custo das ações de tratamento.

Atente-se a atualização constante do levantamento de riscos é fundamental para garantir que o processo de gerenciamento aconteça de maneira eficaz.

Quais as vantagens de aplicar os princípios e diretrizes da ISO 31000?

Vamos conhecer algumas vantagens na aplicação da gestão de riscos.

  • Contenção de recursos: tempo, dinheiro, pessoas, infraestrutura, etc.;
  • Ambiente seguro para colaboradores, fornecedores, visitantes e clientes;
  • Diminuição de penalidades legais;
  • Ampliação da estabilidade das operações;
  • Proteção de patrimônio contra danos;
  • Mais eficiência nas operações;
  • Qualidade no oferecimento de produtos e serviços;
  • Valorização das práticas ambientais e de saúde e segurança ocupacional;
  • Máxima confiabilidade e segurança da marca.

Conclusão

 É forçoso na jornada de uma empresa e de um empreendedor correr riscos que cruzarão seu caminho. Afinal, empreender constitui buscar retorno econômico-financeiro em meio a um universo de oportunos desvios.

Como podemos perceber a melhor parte em seguir a norma ISO 31000 é que ela não precisa de certificação, são apenas normas diretivas, ou seja, trata-se de um guia para nortear melhor seu negócio frente aos riscos que ele está inerente.

Buscar novos conhecimentos e implantar esse tipo de norma, contribui muito para o crescimento empresarial e para o pessoal também.

Além do mais a empresa fica bem vista perante a sociedade e ganha credibilidade pelos serviços e produtos que oferece. Investir é sempre a melhor opção.

Investir na empresa, é investir no futuro!

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