Como evitar que os seus colaboradores adquiram doenças ocupacionais

Segundo dados divulgados pelo Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, uma ferramenta do Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com a Organização Mundial do Trabalho (OIT), entre os anos de 2012 e 2018, nosso país registrou nada mais que 16.455 mortes decorrentes do trabalho e pavorosos 4,5 milhões de acidentes.

Esses números significativos afetaram a Previdência Social em cheio, pois apenas de benefícios acidentários foram pagos mais de R$79 bilhões aos segurados. Também foram contabilizados os dias de trabalho perdidos por conta dos afastamentos e chegou-se no impressionante número de 351 milhões de dias com afastamentos previdenciários e acidentários.

Ou seja, as estatísticas mostram que o grande número de acidentes de trabalho nos últimos anos tem causado prejuízos financeiros tanto para o Governo, quanto para as próprias empresas, que acabam ficando sem aquele empregado no quadro de funcionários. Sem contar o prejuízo financeiro decorrentes das eventuais ações trabalhistas indenizatórias ajuizadas por essas vítimas. Por fim, vale lembrar ainda dos prejuízos de ordem moral sofridos pelos familiares das vítimas fatais de acidentes de trabalho.

Por isso, em razão de todos esses malefícios, é indispensável que uma empresa tenha uma eficiente gestão de saúde e segurança do trabalho em todos os seus setores, pois quanto melhor a gestão, melhor a identificação dos riscos existentes em cada atividade e, consequentemente, mais eficiente será o método de proteção do trabalhador.

Doenças do trabalho mais frequentes

Doenças do trabalho, conhecidas também como doenças ocupacionais, são aquelas que provocadas em razão de algum fator gerado no ambiente de trabalho.

Quando trabalha muitas horas diárias em determinada atividade, o trabalhador está apto a contrair diversas doenças, as quais podem ser ocasionadas por repetições de movimentos, vibração e ruído contínuos, exposição à temperaturas extremas, má postura, dentre outros.

Assim, levando em consideração todos esses fatores, as doenças laborais com maior recorrência nos últimos tempos são as seguintes:

Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho (DORT)

A famosa sigla DORT é uma das doenças laborais que mais assolam os trabalhadores. Geralmente, trata-se de doença adquirida por indivíduo que trabalha com posturas inadequadas, denominadas no meio trabalhista como posturas “anti-ergonômicas”. São os casos de quem trabalha muito tempo agachado, ou muito tempo sentado em cadeiras que não oferecem o suporte necessário para manutenção da boa postura. As DORTs, se não tratadas no início, podem gerar até a invalidez permanente do empregado. São exemplos de DORT: lesão no ombro e pescoço, articulações, coluna, tendões etc.

LER (Lesão por Esforço Repetitivo)

Trata-se de doença amplamente conhecida no meio trabalhista e é causada por movimentos ou esforços repetitivos, cometidos por horas de trabalho diário. O exemplo mais recorrente é dos indivíduos que trabalham o dia todo digitando. A repetição diária dos movimentos é capaz de causar inflamações nos tendões dos membros superiores, doença conhecida como tendinite.

Dermatite e outras alergias

Dermatite são alterações no estado normal da pele ou mucosas de um indivíduo. São sinais de dermatite: vermelhidão, irritações, coceiras, mudanças na textura normal da pele, infecção, ulcerações ou até mesmo tumores. Um indivíduo que trabalha muito tempo exposto a produtos químicos, como produtos de limpeza, sem a utilização de EPIs adequados, está totalmente vulnerável a adquirir este tipo de doença.

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Surdez parcial ou total

O empregado que exerce suas atividades em local de trabalho, cuja exposição aos ruídos intensos é diária, está totalmente predisposto a contrair surdez parcial ou total. Depois da LER, este tipo de doença ocupacional é uma das mais corriqueiras dentro das empresas. A depender do nível de ruído ao qual o empregado é exposto diariamente, nem mesmo o uso correto de EPI é capaz de livrá-lo desta doença. Por isso, é de indispensável importância que a empresa sempre monitore os níveis de ruídos emitidos em suas atividades, para que estes estejam sempre em conformidade com os níveis legais permitidos.

Distúrbios Psicológicos

Estresse, assédio moral, sobrecarga de atividades e responsabilidades, descaso e discriminação: fatores que ocorrem frequentemente no ambiente de trabalho e que podem sim acarretar distúrbios psicológicos graves nos colaboradores. Por isso, a empresa precisa sempre estar ciente de tudo o que está ocorrendo dentro de suas dependências, a fim de que essas ocorrências sejam sempre detectadas a tempo.

Mas afinal, quais as melhores medidas a serem tomadas visando a prevenção de doenças ocupacionais?

Conscientização:

É importante manter os colaboradores conscientizados quanto aos riscos de se contrair uma doença ocupacional. Por isso, é importante que os líderes da empresa, através de canais internos de comunicação, sempre alertem os empregados sobre os riscos presentes no ambiente de trabalho;

Prática diária de exercícios laborais:

Dentro do ambiente de trabalho, é de indispensável importância incentivar os empregados quanto a prática dos exercícios laborais, que são aqueles aptos a evitar determinadas lesões que podem vir a ser causadas por esforços repetitivos, por exemplo. Para isso, conte sempre com um profissional de educação física para dar orientações específicas aos trabalhadores;

Orientação:

Sempre oriente o colaborador a procurar um médico nos casos de suspeita de doença. Consultas médicas podem detectar doenças em fase inicial, o que facilita o tratamento e cura;

Promoção de palestras e treinamentos:

Mantenha os colaboradores sempre atualizados e treinados quanto ao uso correto de EPIs, sobre ergonomia correta no ambiente de trabalho e sobre demais temas hábeis a evitar a ocorrência de doenças ocupacionais;

Disponibilizar mobiliário e ferramentas de trabalho adequados:

Um dos principais escudos preventivos contra doenças ocupacionais é oferecer aos colaboradores mobília e ferramentas de trabalho adequadas para execução de suas atividades diária. Exemplo: Pagar mais caro por uma cadeira de qualidade ajuda na ergonomia correta do funcionário que vai utilizá-la diariamente e pode livrá-lo de contrair DORT, como lesões na coluna, ombros e pescoço.

Informação:

Divulgue os resultados positivos negativos de sua empresa aos seus funcionários. Leve ao conhecimento deles todas as medidas preventivas de acidentes de trabalho que deram certo, a fim de que sejam tranquilizados e trabalhem com mais tranquilidade. Mas também, divulgue os resultados negativos, como por exemplo, os laudos e diagnósticos médicos sobre a ocorrência de doenças do trabalho no local. Esse tipo de informação espalha um alerta entre os colaboradores, que passarão a respeitar as regras ergonômicas de trabalho, bem como ficarão em alerta quanto ao uso correto dos EPIs que lhe são entregues pelo empregador.

Cumprimento das legislações:

É de indispensável importância que a empresa cumpra com todas as normas de saúde e segurança do trabalho, em especial as Normas Regulamentadoras publicadas pelo Ministério do Trabalho, específicas sobre a área.

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