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Síndrome do Edifício Doente

Uma das grandes preocupações da sociedade contemporânea é com a poluição do ar, perigo que vem se agravando ao passar do tempo e que traz inúmeros malefícios à saúde. Ocorre que muitas vezes não nos atentamos que esse perigo também se estende aos ambientes fechados, principalmente edifícios onde a circulação de pessoas é maior. Nos edifícios selados, com sistema de climatização artificial, a qualidade do ar interior necessita de maior atenção ainda, para prevenir a Síndrome do Edifício Doente.


Dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, comprovam que passamos 80 a 90% de nossas vidas em ambientes fechados, respirando cerca de 10 mil litros de ar por dia. A Síndrome do Edifício Doente (SED) se dá quando parte da população de um edifício apresenta sintomas persistentes como tosses, alergias, irritação nos olhos, dor de cabeça e garganta. Por ser pouco conhecida, a Síndrome do Edifício Doente é normalmente confundida com outras patologias, como gripes e alergias.


Ocorre que em meio ao precioso ar que respiramos, encontramos também concentrações de poeira, gases poluentes, fungos, protozoários, bactérias, vírus, algas, além de substâncias químicas diversas, que podem nos causar incômodos, infecções, alergias, doenças respiratórias e até mesmo levar à morte. Parece lenda urbana, não é? Mas vejamos o relatado abaixo.


O primeiro caso de Doença Relacionada a Edifício – DRE foi reportado em julho de 1976, durante verão americano, no centenário Belevue Stratford Hotel, onde ocorria a convenção anual da Legião Americana de Veteranos da Guerra da Coréia. Os participantes – idosos e, portanto, mais suscetíveis a doenças respiratórias, começaram a sentirem-se mal durante o evento, inicialmente com insuficiência respiratória, um total de 182 pessoas. A bactéria que causou a doença era um organismo de difícil diagnóstico laboratorial nas condições da época.

Foram 29 casos fatais em poucos dias, mas pode ter sido mais – 34, visto que muitos dos legionários voltaram para suas casas e morreram dias depois.


Sabemos hoje que essa bactéria sobrevive na água dos dutos do ar condicionado e dissemina-se pelo ar que é respirado por nós – a bactéria foi chamada de Legionella pneumophila – “doença pulmonar dos legionários". A legionelose é uma infecção mortal que se não for tratada precocemente, também apresenta riscos graves e mortais em pessoas jovens e sadias.


Em razão da gravidade e de diversos casos posteriores, notou-se a necessidade de estabelecer medidas de controle e prevenção da Síndrome do Edifício Doente, assim em 28 de agosto de 1998, passou a vigorar a Portaria 3.523 do Ministério da Saúde, que trata sobre as medidas básicas referentes aos procedimentos de verificação visual do estado de limpeza, remoção de sujidades por métodos físicos e manutenção do estado de integridade e eficiência de todos os componentes dos sistemas de climatização, para garantir a Qualidade do Ar de Interiores e prevenção de riscos à saúde dos ocupantes de ambientes climatizados.


Assim, os locais que contem com climatização artificial são obrigados a possuir e aplicar planos de manutenção e controle da qualidade do ar, devidamente acompanhado e respaldado de anotação de responsabilidade técnica. O responsável técnico deve providenciar, manter e garantir relatórios de manutenção e laudos físico, químico e microbiológico sobre a qualidade do ar. Entretanto não é somente com o ar condicionado que devemos nos preocupar, há outros cuidados que devem ser observados e seguidos para diminuir a probabilidade de Síndrome do Edifício Doente. Veja alguns exemplos:


• Se o local será ou está sendo reformado é importante verificar os materiais que vão ser usados. Evite materiais e produtos tóxicos ou solventes

• Se o local possui papéis, arquivos antigos, é importante fazer realizar limpezas periódicas para combater a poeira e o mofo.

• Mantenha determinadas plantas no ambiente. As samambaias por exemplo, ajudam a absorver os poluentes presentes no ar, melhorando a qualidade do ar, (não deixando de atentar-se as medidas de combate a mosquitos da dengue)

• Realizar controle de pragas.

• Evitar tapetes e carpetes, pois os mesmos retém e contribuem na proliferação de micro-organismos.


Observar essas recomendações ajuda a construir ambientes saudáveis aumentando de maneira significante a qualidade de vida, a saúde e à disposição. Diminui a exposição a doenças e alergias, bem como diminui o absenteísmo no trabalho. Um ambiente seguro é bom para a empresa, para a família e para o bem-estar da sociedade.




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